Eu adoro um cuzinho. Gosto de colocar a linguinha, botar dedinho e, mmm, enfiar fundo, voltando até quase sair e, upa, enfiar de novo até ela gritar, ai, benzinho!, toda abertinha de quatro.
Aquela rosquinha é um prêmio. Enquanto chupo, enquanto beijo, até enquanto eu a estou fodendinho na frente, fico só esperando por ela. E gosto de que seja na padaria. Fecho-a e trago as raparigas pra cá dentro, a vê-las todas se sujarem de farinha, ui!
Ai, e quando ela não quer! Aí eu vou lá, com a boquinha, com o dedinho, com tudo de novo, lambendo, molhando, até ela querer um pouquinho mais, depois mais, depois ai, enquanto vou com a mão na xaninha, toda serelepe.
Pode ser um peladinho, que posso ver as nervurinhas todas, ou um mais peludo, afofando minha entrada meio porcalhão. Esses todos, tão safadinhos, ui, só esperando por mim!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
No Rego
Estava numa daquelas lanchonetes/pastelarias, suja como bunda de elefante, rastreando cheiros na mistura de vários que haviam se fixado ali. Consegui definir óleo velho, sebo de gente e de outros animais, suor seco, suor molhado, cebola, banana envelhecida, cigarro, cinza de cigarro molhada, que lembra um pouco peixe levemente estragado, e ainda continuava minha busca olfativa quando vi uma bunda admirável contrastar com aquele antro de trabalhadores braçais, crianças remelentas e matronas religiosas. Eram nádegas portentas, daquelas que se espraiam mas não afundam nas coxas, um traseiro digno de uma furunfada a qualquer hora. Ela continuava de costas, não permitindo que eu avaliasse os peitos, o rosto, o resto. Fazendo beicinho, a safada. Pedia uma coca - light, viu? - acrescentou, com medo de que as calorias fizessem furinhos naquele bundáreu todo. Sabia que era gostosa. Elas sempre sabem, essas putas. Estava com uma daquelas calças apertadinhas, marcando bem onde começava cada montanha e o vale, onde eu queria despejar litros de morna porra. Fiquei imaginando como seria o aspecto daquele cu. Não devia ter uma pentelheira, nem ser lisinho. Aliás, pêlo do cu também é pentelho? Está aí uma coisa importante, ninguém liga pra isso, só ficam discutindo essa merda de aquecimento global. Foda-se. Volto à gostosa da pastelaria. Virou, não era muito boa de rosto, tinha uns dentes saltados, que davam a ela um aspecto cavalar; Cheguei a sentir vontade de apostar num, se eu tivesse esse hábito e algum dinheiro. Mas os peitos compensavam. Era só olhar pra baixo e ver aquele rasgão de decote que ficava tudo bem. Já imaginava os peitos todos melecados, aquela bunda pulando e pulando, as carnes balançando, enquanto ela ainda tentava se apoiar no banquinho minúsculo em frente à banqueta, que, aliás, rima com buceta. Dois caras, que pareciam ter sido besuntados de margarina, também olhavam, se refestelando. Olhei pra eles. Um de calças, com cigarro na boca, cara de PM malandrão e olho esquerdo torto, meio fechado. O outro tinha a cabeça chata, pele clara manchada no rosto e parecia submisso ao pseudocaolho. Trocamos um olhar cúmplice e um riso debochado, voltando a olhar pra mulher, já acomodada no banquinho que parecia um espeto, tanto que pensei naqueles assírios que enfiavam uma estaca pelo ânus dos inimigos, esperando que a mulher fosse atravessada a qualquer momento. Seria uma coisa estranha, ver uma mulher ser comida pelo banco da lanchonete. Daria uma boa história. Mas não aconteceu.
Depois de tomar a coca toda, de canudinho, claro, porque elas adoram mostrar que sabem chupar alguma coisa, ela se levantou com cuidado pra não ser furada por aquele palito onde tinha se sentado e pagou à chinesa que falava 'bligado' com cara de idiota. Saiu rebolando, e eu fui atrás. Ela seguia pela rua tentando não cair com aqueles saltos pretos, até que parou num sinal vermelho, cheio de gente esperando pra atravessar. Foi aí que eu, com toda vontade, mal disfarçado pela multidão, fui pra trás dela, bem coladinho, e, por um instante, enfiei o dedo naquele rego que aparecia da calça baixa. Ela sentiu, ficou tesa, mas não disse nada, nem uma reprovação, um grito. Com o prêmio na mão, me afastei dali, andando por um longo tempo em sentido contrário, até voltar à pastelaria suja. Olhei os caras, que pagavam a conta, dei um sorrisinho, e me meti no banheiro, incrivelmente mais limpo do que o resto do lugar, onde fiqueicheirando o dedo que havia secado do suor, decifrando um bouquet mais cheio de mistérios que o do ar da lanchonete.
Depois de tomar a coca toda, de canudinho, claro, porque elas adoram mostrar que sabem chupar alguma coisa, ela se levantou com cuidado pra não ser furada por aquele palito onde tinha se sentado e pagou à chinesa que falava 'bligado' com cara de idiota. Saiu rebolando, e eu fui atrás. Ela seguia pela rua tentando não cair com aqueles saltos pretos, até que parou num sinal vermelho, cheio de gente esperando pra atravessar. Foi aí que eu, com toda vontade, mal disfarçado pela multidão, fui pra trás dela, bem coladinho, e, por um instante, enfiei o dedo naquele rego que aparecia da calça baixa. Ela sentiu, ficou tesa, mas não disse nada, nem uma reprovação, um grito. Com o prêmio na mão, me afastei dali, andando por um longo tempo em sentido contrário, até voltar à pastelaria suja. Olhei os caras, que pagavam a conta, dei um sorrisinho, e me meti no banheiro, incrivelmente mais limpo do que o resto do lugar, onde fiqueicheirando o dedo que havia secado do suor, decifrando um bouquet mais cheio de mistérios que o do ar da lanchonete.
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